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A Lógica Facebook

 Já faz algum tempo que não posto nada no meu blog – os motivos foram pessoais e profissionais (mudança de estado, de emprego, enfim, tudo). Eu também preferi passar um tempo me aprofundando mais em determinadas áreas, como Relações Internacionais (pretendo fazer a 2ª pós nessa área). Enfim, preferi tirar uns meses ‘sabáticos’ nesse final de ano (tá na moda isso, né?).

 Como voltar e não deixar de falar sobre as impressões que tive lendo o livro ‘O Efeito Facebook’ do jornalista David Kirkpatrick (ed. Intrínseca)? Sim, o livro é melhor obra até então sobre a história da empresa nascida em Harvard e o seu impacto na vida das pessoas, empresas e entidades governamentais;

Muitas coisas me vieram à cabeça, principalmente por ter trabalhado nos últimos anos com inteligência de mercado voltado para a web 2.0 (leia-se ‘rede social’), desenvolvendo estratégias e apontando caminhos para grandes empresas.

 O fato é que o fenômeno Facebook é relativamente recente aqui no Brasil – a rede vem crescendo muito, porém ainda vivemos uma inércia Orkut em relação às redes sociais. Principalmente o Twitter e o Linkedin entraram nesse ambiente confundindo um pouco os conceitos, misturando as concepções de cada canal (já disse que são produtos, que possuem ciclos de existência, posicionamento, segmentação, etc.).

 Entretanto o Facebook foge bastante dessa concepção que nós temos a respeito de redes sociais. Mesmo considerando-o como um produto não há dúvidas que o Facebook mostra um horizonte bem mais amplo do que muitas outras redes sociais, como o MySpace, Orkut e até mesmo o Twitter. A raiz dessa diferença é a própria cabeça do seu presidente-fundador, Mark Zuckerberg, que nunca largou mão de colocar o usuário em primeiro plano e que estrategicamente pensa e enxerga o futuro da empresa à longo prazo (totalmente ao contrário dos seus pares startups que se vendem ao primeiro assédio das ‘ventures capital’ ou grandes grupos de mídia). Enfim, ao contrário do que Hollywood retratou, o próprio Zuckerberg se mostrou muito desapegado em relação ao seu próprio dinhe iro (500 milhões te compram?). O próprio ‘injustiçado’ Eduardo Saverin possui ainda 6% das ações da empresa, o que lhe garante algumas gerações ao sol.

 Mas quais são os motivos (ou características) do Facebook que o coloca sempre no início da curva de maturidade? (Coloquial: Por que o Facebook é uma rede que só sabe crescer?). Vamos tratar de alguns pontos:

 1. Foco no usuário. O Facebook não é uma empresa focada na tecnologia, mas sim na praticidade de uso e na atratividade, sempre pensando o usuário. O Google trabalha engenharia de dados e o Facebook trabalha o psicológico de pessoas em meio social. O próprio Zuckerberg não se enquadra muito no perfil geek – ele é tido por muitos como uma espécie de psicólogo (o negócio dele foi entender essa demanda in loco, quando ainda estava em Harvard). Por isso não há santo que faça o Facebook passar por cima do seu usuário em detrimento do comercial, por exemplo.

2. Visão de longo prazo, transformação gradativa. Quantas startups são compradas logo ainda na sua incubadora? Quantas dessas empresas não se tornam micos ou são asfixiadas dentro de grandes corporações? A visão de longo prazo fez com que o Facebook nunca tivesse perdido o seu rumo – eles sabem o que querem desde o início. O ‘como’ vai sendo adaptado de forma colaborativa. O MySpace está ‘catando cavaca’ desde que foi vendida para a poderosa News Corp. O Orkut mudou o seu escritório para o Brasil (BH), um sinal claro de que o Google não soube trabalha-lo e quando foi ver, foi-se EUA e Índia, sobrando o Brasil como único mercado ainda em crescimento (merece outro post).

3. Plataforma! Muito se engana quem coloca o Facebook na mesma cesta das outras redes sociais. Pouco depois de sua abertura (não IPO!) suas APIs (scripts) foram propositalmente desenhadas para que programadores e engenheiros facilmente construíssem aplicativos. (- Ah, mas o Twitter também é assim, Batman!) Sim, mas há uma pequenina diferança (que na minha opinião deixa o ciclo de vida do Twitter bem pequeno: No Facebook os aplicativos são feitos para rodarem dentro do seu domínio e no caso do Twitter, fora. (Obs: O Connect e Open Stream do Facebook são outras coisas). Fato é que no caso do Facebook o tempo gasto pelo usuário vem crescendo muito (ultrapassou o Google nos EUA) e todos os dados de acesso são centralizados. (Os dados do Twitter são de vida fácil, de qualquer um). O Facebook aos poucos vem se transformando em uma base sólida de conteúdo completamente focada no relacionamento de pessoas.

4. Pessoas de verdade. Voltando a falar de foco, no Facebook as pessoas são pessoas. Simples, mas não são avatares, perfis fakes, apelidos, nick names, bilú-bilús, etc. O que atesta um usuário do Facebook é a sua rede de relacionamento, que é construída através de alinhamentos reais (vida real, não necessariamente de contato pessoal). Aqui no Brasil o filtro ainda não está tão criterioso, mas no resto do mundo há mais controle em relação à criação de perfis. Quando você se relaciona com pessoas de verdade, há mais crédito. Tendo mais crédito, há mais interação. Tendo mais interação, há mais movimento – daí o sistema se torna mais humano, interessante e participativo.

5. Posicionamento. O Facebook pode se transformar em uma rede mais voltada para o profissional? Não. Vai ficar focada em música, ser cool? Ser customizada? Não, não e não. O seu posicionamento é bem definido – uma plataforma de relacionamento de cunho universal. No mercado cada rede deve desempenhar o seu papel e Zuckerberg sabe disso muito bem. É por isso que o Linkedin também terá vida longa – pois é focada em um segmento. O Facebook é amplo como plataforma, ou seja, não é ‘americanizado’, europeu, latino americano, asiático – não responde a uma etnia, não encerra elementos culturais ou sócio-demográficos distintos. O Facebook, como já foi dito, explora a essência dos relacionamentos pessoais e sociais, independente da origem do usuário.  

6. Mercado. Juntando todos os elementos acima descritos, adicionando o elemento ‘inteligência’ comercial, temos uma ferramenta bem feita (ainda não ideal) para empresas e entidades. É possível: Construir página, constituir fãs (amigos), criar relacionamento, desenvolver aplicativos, construir base de dados, pesquisar e anunciar de forma mais precisa (demográfica e psicográfica), criar elementos de união entre sites, estabelecer CRM mesmo em outras bases e por aí vai.

 Muito importante: O Facebook não colocou a carroça na frente dos bois – o peso comercial veio depois de ter foco no usuário, com uma visão de longo prazo sob uma plataforma baseada no relacionamento de pessoas reais, constituindo um posicionamento sólido no mercado. A partir disso a sua base vem crescendo e ganhando um volume excepcionalmente atrativo para o mercado.

 Alguma dúvida de que o Facebook ainda vai crescer muito mais?

Já deveria ter escrito alguma coisa sobre o Google TV – fato. O problema é que pessoalmente estou vivendo uma mudança física de um estado para outro, ou seja, estou no olho do furacão nesse exato momento.

A proposta encabeçada pela Google no que se refere à TV junto com web envolve as empresas Intel e Sony, pois necessariamente é preciso que seja criado um hardware capaz não só de ter acesso à internet, mas que também tenha uma grande capacidade de armazenamento de dados.

O sistema Google TV será um tipo de browser específico, que trabalhará basicamente captando, ordenando e armazenando vídeos oriundos de diferentes recursos (alguns free, como o Youtube e NetFlix) e outros pagos – principalmente aqueles que terão apps específicos. O sistema terá uma arquitetura estrutural bem parecida com o Chrome, totalmente adaptado ao Android, ou seja, entra o celular (principalmente os smartphones) não só como base, mas também como um controle remoto pessoal da TV. Para as empresas de mídia (principalmente as que geram conteúdo) será possível a criação de aplicativos específicos para rodarem no sistema – Muitos serão de graça e outros serão pagos.

Mas o que o Google TV representa para o mercado, principalmente o televisivo? Uma revolução silenciosa diriam alguns (como a Google gosta de fazer).

Essa revolução representará uma grande mudança na forma como a mídia será consumida. Hoje temos uma distinção clara do que é consumo de vídeo na web e o que é consumo televisivo – os sistemas já podem ser perfeitamente integrados, mas ainda falta um software e um hardware que sejam mais eficientes. Eu também já postei (essa palavra me irrita um pouco) uma recente pesquisa que aponta o crescimento vertiginoso do consumo de vídeo online no Brasil, o que mostra que até por aqui já existe uma demanda “on-demand” latente. Mas e o mercado mesmo? Pois é, gostaria de exercitar algumas idéias no que se refere às mudanças no mercado televisivo (como um todo, incluindo o publicitário):

  • Teremos uma cadeia mais enxuta, menos verticalizada. Quem produz conteúdo (vídeo nesse caso) não vai precisar “atirar em dois patos” – terá espaço e cobertura para alcançar o seu público ligado em uma plataforma;
  • O conteúdo será o ‘mestre’ de todo o mercado. Como a relação será mais direta, sem intermediários, aos poucos o mercado vai perceber que o conteúdo de fato é o responsável pela audiência (isso pode parecer óbvio para a maioria dos profissionais, mas vejo que ainda há muitas “amarras”).
  • Surgirão novos produtores de conteúdo independentes (como já temos), mas o grande produtor não perderá o seu espaço – Questões técnicas sempre serão levadas em consideração;
  • O mercado de mídia programada não morrerá (leia-se Televisão como conhecemos hoje). Já citei que existem fortes fatores neurológicos, psicológicos, sociais e políticos em torno do consumo de mídia de massa/segmentada. O conteúdo pré-programado não vai deixar de existir, o que vai acontecer é uma adequação do consumo dentro de um conceito mais personalizado: Você terá os seus preferidos, mas ainda vai querer uma programação lean backward, seja para esticar as pernas no domingo à tarde, para se sentir integrante de um determinado grupo (físico ou virtual) ou para se entender como parte de algo maior, como um estado por exemplo. Pense que a capacidade de processamento e armazenamento do ser humano é limitada (mesmo como auxílio de drive externo) e portanto precisamos de um “norte” magnético que nos indique os caminhos a seguir (o neurológico, o psicológico, o social e o político). Isso na verdade já acontece na prática, pare para pensar. São dois universos até então distintos na concepção que vão se encontrar no consumo.
  • As operadoras de conteúdo terão que repensar mais o seu negócio. Se os produtores terão mais acesso direto ao seu público, como ficaria um empacotamento pago de canais televisivos? Os contratos de exclusividade serão mais “atochados”, mas vai chegar certo ponto que os próprios produtores vão entrar em conflito com as operadoras. A solução seria a criação de novos canais (leia-se apps) com conteúdos condensados para a web, porém o próprio mercado diluiria a importância (aos poucos, ninguém precisa pular pela janela agora!) do conteúdo televisivo em formato TV por assinatura. Digo isso porque o produtor (a programadora nesse caso) vai poder disponibilizar o seu conteúdo de forma paga através das apps – lógico, com um preço bem inferior ao que é praticado hoje, porém com ganhos em escala.
  • Alguns grupos de mídia (grandes) vão querer criar o seu próprio ‘Google TV’ (pra chamar de seu), só que a força de mercado do Google (pelo fato de ser a ferramenta Google) obviamente vai ‘fagocitar’ essas tentativas de criação de plataforma. O que quero dizer é que, assim como na web, 80% do fluxo passará por eles. E outra: É Google, Sony e Intel – não é Altavista, CCE e Ching-Ling.
  • O mercado publicitário terá basicamente 3 formas de atuação (TV): Uma ‘pelo’ e outras duas ‘através’: Pelo Google TV, através da televisão como conhecemos hoje (que não vai morrer assim, de uma hora para outra) e através do conteúdo.
  • Product Placement (Ah, chegamos ao ponto!): Se o conteúdo é o mestre e esse estará atrelado a uma ferramenta indexadora de busca muito poderosa, uma solução natural para anunciantes será a adequação do conteúdo à mensagem publicitária. Seria a profissionalização da “brincadeira” que hoje é feita no Youtube, por exemplo.
  • Não teremos o apocalipse dos 30”– esse formato vai continuar existindo. (Para pensar: O comprimento do eixo do automóvel obedece o eixo dos trens e das carroças, que obedecem a largura das antigas estradas, que seguiam o padrão romano – ou seja – dirigimos carros com dimensões de bigas, que tinham espaço para duas pessoas lado a lado: Uma para conduzir e outra para atirar. Fora o Rio de Janeiro – ainda utilizamos o carro dessa forma?). A concepção dos 30” puramente comercial está enraizada e estamos acostumados (e até apreciamos) esse formato. Haverá ainda espaço entre um conteúdo e outro, espaço antes do conteúdo e no meio do conteúdo – Óbvio, novamente: Vai depender do tipo de conteúdo e do conteúdo dos 30”. Seria o sonho do bom profissional de propaganda e o pesadelo do medíocre.

Esses são na verdade os primeiros exercícios de futurologia, ou seja, são pensamentos sobre o que pode acontecer com o mercado televisivo. Um bom exercício é pensar no mercado de áudio, principalmente com o que vem acontecendo com as rádios no ambiente web. Entretanto temos que parar sempre para pensar o modelo, não podemos ser conservadores e nem ‘oba-oba’ em relação às novas tecnologias. O Google TV vai demorar um pouco para emplacar, mas surge como uma tendência natural no mercado.

O Google está saindo silenciosamente do quarto e indo para a sala.

Acabou de sair do forno um estudo desenvolvido pelo Instituto QualiBest em parceria com o Grupo Havas, HSM e Globosat. Ainda não tenho um link para essa matéria – que vai sair nos próximos dias no portal HSM.

 A pesquisa foi feita com uma amostra de 1.286 pessoas de diferentes classes sociais do dia 03 a 09/06/2010 – usuários de internet.

O consumo de vídeos online vem crescendo no Brasil em uma proporção maior que o crescimento do acesso a internet, ou seja, as pessoas estão descobrindo o vídeo online como uma forma de entretenimento além do consumo normal (através de mídias convencionais, como a TV e locação). Outro ponto muito importante é que não há necessariamente um conflito entre o consumo de mídia online e mídias convencionais – na verdade o primeiro completa o segundo. O estudo é recheado de dados importantes, mas alguns saltam mais aos olhos:

  • 62,7% do público acessa sites de vídeo (São 310 milhões de visitas/mês à sites de vídeo)
  • 3 bilhões de minutos gastos em sites de vídeo.
  • 9,6 min é o tempo médio de visita em sites de vídeo.
  • Locais de acesso (RM): Casa – 93%; Trabalho – 40% (olha o pessoal morcegando aí!); Escola/Faculdade – 21%; Casa do amigo – 20%; Lan House – 16%; Celular – 13%, Locais públicos – 6%.
  • De junho de 2009 a junho de 2010 houve um crescimento de quase 40% no número de usuários únicos na categoria multimedia.

 Indo um pouco mais à fundo, observamos as seguintes atividades relacionadas a vídeo online nos últimos 6 meses (RM em %):

 Quando esprememos mais a amostra, sai tb esse suco em relação ao conteúdo (RM):

 Outros dados são muito interessantes, como os demográficos por exemplo. Também tem o fato do consumo não ser tão diferente durante a semana e no final de semana – diferenciando obviamente o local de acesso. Em resposta única (RU) os vídeos foram acessados por direcionamento (redes sociais, artigo ou propaganda) – 23%, indicação de outras pessoas  – 22%, ou ‘já sabia da existência do vídeo’ – 22%, ao acaso enquanto navegava – 18%, ao acaso enquanto assistia outro vídeo – 12% e outros – 4%.

 Enfim, tem muito dado interessante, como a lembrança comercial – que ainda é baixa, com pouca associação às marcas, o que na minha opinião reflete uma falta de adaptação publicitária ao ambiente de vídeos online (normalmente é uma réplica do comercial 30” de TV, o que pode enfraquecer a idéia do público em relação a mídia que foi veiculada).

Assista também a entrevista que o meu colega (e amigo) Fábio Gomes apresentou no fórum HSM. Nota: É uma das pessoas mais inteligentes que conheci na minha carreira. http://youtu.be/ej7mE4hbgoo e http://youtu.be/rBAIxVE0_dk

É muito importante salientar que o mercado brasileiro de vídeos online ainda não está consolidado pelo fato da internet ainda não ter uma penetração considerável (41,7% segundo o último estudo focado do IBGE de 2009). Portanto ainda vamos assistir uma acomodação/adaptação do consumo em diferentes classes e faixas etárias. Enquanto isso o mercado vai reconhecendo os caminhos que vão sendo adotados pelo público, ao mesmo tempo em que a inércia 1.0 vai perdendo sua força ao longo do tempo.

Bom, primeiramente gostaria de pedir desculpas para minha parca e cativa audiência (quantidade não é qualidade!) – Faz um tempo que não posto (feio isso!) nada no Media Design. Continuo acompanhando o mercado e para falar a verdade não tenho visto algo tão disruptivo que tenha me chamado a atenção nos últimos tempos. Vejo que há uma acomodação natural e que muitas notícias são variações sobre os mesmos temas… É sério, principalmente quando falamos de redes sociais: O Facebook cresceu (sobe a curva), o Twitter muda a interface (claro, a interface é condição comercial básica e eles vêem perdendo espaço para diversos aplicativos de terceiros), o Foursquare (serviço satélite) é ameaçado pelo Facebook, mas mesmo o FS ainda é muito de nicho (que nichão, hein?!), o Google tenta emplacar o Buzz, mas sem sucesso…. Enfim, o mundo girou algumas vezes e ouvimos o mesmo papo de sempre.

 Que tal falarmos sobre a mesma coisa também? Perfect! Vamos falar sobre estratégias corporativas envolvendo redes sociais (ah, depois vou disponibilizar uma pesquisa sobre vídeos online que acabou de sair do forno, mas calma…). Quando digo falar sobre a mesma coisa, prefiro dizer ‘ver as coisas com mais objetividade nesse período de poeira baixando’. Não é chover no molhado, pois assim criaríamos mais lama nesse ambiente em ebulição. Vou tentar, para variar, ser bem objetivo – A vantagem é que posso voltar e completar algo que tenha me passado, mas vamos lá:

 ESTRATÉGIAS CORPORATIVAS ENVOLVENDO REDES SOCIAIS

 Olha o mesmo trololó: Temos basicamente (mega resumido) duas características das redes socias – A primeira é a capacidade de difusão de mensagem/conteúdo com ampla cobertura (Yes!!!) e a segunda é a capacidade de convergência comportamental em ambientes 2.0. Veja bem, ambas as características dentro do conceito de construção/adequação contínua de conteúdo (o beta eterno da Web 2.0).

 1)      A capacidade de difusão é quando uma pessoa escreve determinado conteúdo no Twitter, disponibiliza um vídeo no Youtube, coloca uma apresentação no Slideshare, etc., e esse, dependendo do contexto e principalmente do mérito o conteúdo pode se espalhar de forma rápida e alcançar um grande público. Até aí nenhuma novidade.

2)      Já a capacidade de convergência comportamental é quando pessoas com a mesma afinidade se juntam em redes e assim trocam experiências, informações, dúvidas, etc. É o famoso hub (puramente psicográfico).

 Veja que estamos separando concepções,  pois esses comportamentos muitas vezes encontram pontos de tangência nos serviços (isso é uma tendência, mas ainda está falho). Entretanto já temos um desenho bem interessante das redes sociais, onde vamos perceber que cada serviço está mais de acordo com um desses propósitos (ou parte):

 1)      Twitter: É um catalisador de informação 100% difusor. É aberto e flexível em sua concepção – até por isso cresceu de forma absurda. Esse primeiro movimento de expansão (como um big-bang) começa a mostrar fraqueza (comercial), por isso agora começa a surgir o movimento de retorno através da nova interface (as galáxias-apps estão ganhando muita vida própria e isso não é interessante $$$) – O Twitter começa a voltar ao seu centro agora. E como catalisador, o serviço é altamente dependente de outras bases (só com ‘papo’ ele não se sustenta no tempo – há controvérsias nesse campo). Mas o Twitter é a ferramenta perfeita para a difusão de conteúdo, seja texto ou audiovisual.

2)      Youtube, Flickr, Slideshare, Wikis: São difusores ‘passivos’. São novamente abertas e muitas vezes flexíveis. Funcionam como bases de conteúdo aberto, mas dependem de outros serviços para serem difundidos: e-mail, instant messenger, blogs, sites, Twitter,Orkut, Facebook, etc. Obviamente têm cobertura pois se destacaram (posicionamento) em meio a serviços similares.

3)      Blogs: São difusores passivos e ativos. São ao mesmo tempo base de conteúdo sendo links e difusores (em menor proporção) principalmente devido aos feeds de assinatura. Não são estáticos (até por estar em uma rede – a blogosfera), mas estão inseridos em um ambiente ultra-segmentado. Dependem essencialmente do conteúdo e seriam um orgulho para Darwin se ele estivesse vivo:  Adaptação e evolução são suas condições.

4)      Orkut, Facebook e MySpace – São redes de relacionamento mais fechadas, de certa forma difusores, mas são difusores ‘in vitro’. O Orkut é um exemplo perfeito de rede baseada em convergência de comportamento. Pare para pensar que as comunidades do Orkut foram uma das razões porque você começou a adotar mais a rede: Você encontrou amigos da escola, da sua comunidade e depois passou a conhecer pessoas que tinham as mesmas afinidades que você (time, entretenimento, comportamento, consumo, etc.). Já o Facebook é mais fechado, com muita limitação em relação às afinidades (comunidades) – O Facebook é na verdade um grande (e belo) scrap do Orkut, uma visão menos gregária de uma rede social, uma coleção de amigos (face book). O MySpace também é mais hub e acabou sendo direcionado (acomodado) para o mercado fonográfico (encontrou o seu nicho na verdade).

5)      Os fóruns – São exemplos 100% voltados para a convergência comportamental. São menos  flexíveis e mais fechadas (as mais convergentes exigem cadastro). Para convergir em um ambiente é necessário que o serviço seja mais restrito, menos flexível – não que isso seja ruim, são características de origem nas sociedades/comunidades fechadas (Maçonaria, por exemplo), onde a existência depende da coesão de propósitos (aí é sociologia…). Por isso, para fazer sentido não é interessante a dispersão. Há fóruns abertos, como o Yahoo Answers e até o Formspring, mas o apelo é mais ‘Google’ digamos assim.

6)      Comentários de notícia – De certa forma são hubs por ser comentário de notícia – passivos da notícia e ponto.

 COMO DESENHAR UMA ESTRATÉGIA CORPORATIVA:

 Você pode trabalhar principalmente a difusão de conteúdo, observando de perto os hubs, mas principalmente entendendo o engajamento gerado. CRM é mais que SAC. Contato de redirecionbamento é muito importante pois trazer para o seu ambiente é a estratégia. O desenho abaixo é genérico (mais B2C obviamente), levando-se em consideração uma atuação bem ampla:

Lógico que é sempre necessária uma adaptação ao negócio. Esse desenho é uma estrutura genérica (talvez mais aplicável a vendas online), mas o ponto que destaco é que não se deve desfocar as ações nas redes sociais. Temos que pensar a característica de cada serviço e como esse pode integrar o mix de marketing. Um blog corporativo NÃO É REGRA (só consideração). Temos muitas outras ações on e offline também – mas a espiral deve ser respeitada (Pense em uma teia de aranha) >>> Convergindo para os objetivos de curto, médio e longo prazos.

Zé Finí!

É muito engraçado perceber que nos últimos tempos o blog se tornou uma coisa meio fora de moda digamos assim – a taxa de churn ou número de saída (desligamento) vem aumentando em relação à entrada (criação de blog). Esse fenômeno vem ocorrendo principalmente porque o Facebook e o Twitter estão suprindo a crescente demanda de publicação de conteúdo online e também porque a grande maioria dos blogueiros simplesmente enjoam de publicar conteúdo (curva de maturidade). Mas será que o blog continua sendo uma boa opção estratégica para uma empresa?

Não posso me abster de uma posição pessoal, pois sou blogueiro. Entretanto posso dizer que não sou um ‘blogueiro da gema’ – já disse que esse blog tem motivos egoístas: Juntar artigos, dados e tecer citações para uma futura tese de mestrado ou quem sabe até mesmo escrever um livro. Enfim, não quero ser famosão na blogosfera, criar um portal ou viver em função de um blog. É o meu caderno de anotações.

 Voltando ao assunto, acredito que um blog pode e deve ser usado pelas empresas e que essa plataforma é ideal por diversos motivos:

1)      A empresa abre um espaço para que o seu público (vamos parar com esse negócio de ‘internauta’ – é um termo cafona do final da década de 90!) possa fazer comentários sobre produtos, ações, serviços ou assuntos afins e mais ainda, facilita a troca de informações entre eles.

2)      O Blog serve como um ‘colchão’de comunicação entre dois universos. (Ãh???) Sim, hoje temos basicamente dois tipos de universo de comunicação distintos: O oficial (chapa branca) e a comunicação em redes sociais (Aliás, a comunicação sempre foi social, não é? Óh!). Bom, a verdade é que uma corporação tem um tipo de comunicação mais formalizada (e normalizada), onde as informações sobre produtos e serviços devem ser feitos de forma clara, precisa, sem ambiguidade (pelo menos na teoria – isso no geral) – e isso não pode e não deve mudar! Vemos o site como esse ambiente no mundo online. Já a comunicação em redes sociais é aquela produzida pelo público (UGC), totalmente informal e coloquial – vemos isso em blogs, fóruns, comunidades, microblogs, redes etc.). O negócio é que esses dois universos coexistem em uma mesma dimensão (When the moon is in the seven sun…) e são utilizados como referências de informação. Já o blog corporativo entra como um colchão de comunicação, pois não é tanto formal e nem tanto pessoal (o meio aliche e calabreza), amortecendo a comunicação coloquial e ‘amolecendo’a comunicação corporativa.

3)      Branding: O Blog corporativo é uma base estratégica de médio e longo prazo. No blog é possível trabalhar uma comunicação mais voltada para a marca, mas é preciso ter sempre em mente que uma venda (online no caso) se realiza no site. A Tecnisa é um exemplo perfeito (http://www.blogtecnisa.com.br) – Diversos assuntos com afinidade são tratados, mas o site é sempre apontado como o lugar onde as informações tecnicas são mais precisas e onde principalmente uma venda é realizada. Não estou certo dos números, mas as vendas diretas (sem intermédio de corretor) aumentaram e muito.

4)      Nos blogs a comunicação pode (e deve) ser mais aberta, porém com afinidade. Dentro do mesmo exemplo da Tecnisa: No blog assuntos como decoração, jardinagem, financiamento e sustentabilidade são tratados de forma bem inteligente – e óbvio que todos os assuntos estão relacionados com habitação. Ah, é muito importante entender muito bem o que de fato a empresa oferece – A Tecnisa oferece soluções em habitação, não só vende imóveis. Por exemplo, quem vende pneu vende segurança, aventura, durabilidade e pode falar de questões relacionadas ao meio ambiente (se não tiver o rabo preso, claro).

5)      Hub: Um blog corporativo é excelente curral. (Barretos, né???)  Hoje na internet você tem uma enorme variedade de criaturas soltas pelas redes socias falando tudo (e sabendo tudão) sobre produtos, serviços e marcas – Alguma verdade, um monte de ‘verossimilhança’ e uma quantidade absurda de absurdos. Pra que então deixar essas criaturas soltas por aí, falando qualquer coisa sobre o seu tão cuidado e ‘marqueteado’produto e pior, influenciando outras pessoas? Crie um ambiente para que eles se sintam à vontade para trocar informações (um certa moderação cai bem) e trabalhe muito bem suas dúvidas – isso conta e muito.

6)      Relações Públicas e Gestão de Crise: É mais fácil em algumas situações, como uma crise por exemplo, postar informações sobre o ocorrido em um blog. Criar um hotsite não é muito aconselhável  nesse caso, pois muita gente que entra no site não precisa saber imediatamente que há um boato envolvendo o diretor da empresa. O blog também serve como uma ótima ferramenta de RP independente de crise.

7)      Search Engine: No blog a empresa tem uma maior facilidade de colocar palavras relacionadas sem tanta preocupação em relação ao bloqueio do Google. Isso favorece e muito quando um internauta (que brega!) faz uma busca e obtem resultados orgânicos – o seu blog aparece lá em cima, junto do seu site. Você pode cercar mais a busca com uma maior liberdade.

8)      Rede Social: Quem disse que blog não é uma rede social? Claro que é! Faça links, favoreça a sinergia entre outros blogueiros. Quanto mais gente apontando e assinando o seu blog, melhor a sua posição na blogosfera (olha a rede aí!), maior o potencial da sua empresa ser reconhecida (e conhecida).

9)      Base de conteúdo audiovisual: Já citei a questão das bases de conteúdo audiovisual nas redes sociais – Um Twitter só não faz verão. Tenha o blog corporativo como uma base para o conteúdo da sua empresa e do seu público. O Facebook também funciona bem para isso, mas o Facebook é menos seu, digamos assim, do que um blog. E não tenha vergonha de colocar conteúdo do Youtube, do Flickr ou Picasa – Na verdade também é bom para não deixar esse conteúdo correndo solto por esse mundo de Deus.

10)   Administração: Um blog é fácil de se administrar. Não é preciso um conhecimento de HTML avançado ou uma ‘benção’ do marketing online para se administrar um blog. Crie diretrizes, faça um escopo de projeto, treine sua equipe de marketing / comunicação e acompanhe os resultados. Não é preciso ser um mago digital para entender e fazer o básico em um blog.

Bom, é isso. Não sou radical a ponto de dizer que toda empresa deveria ter um blog – há segmentos e segmentos. Uma empresa deve conhecer muito bem o seu mercado e o seu público para decidir se um blog é uma boa ferramenta de comunicação. Também não acredito que os blogs estejam morrendo – estão se adaptando, evoluindo e melhor se posicionando. Uma empresa não deve ficar morrendo de medo de criar um blog e assim perder o controle das informações – muito pelo contrário, o objetivo primordial do blog corporativo é trabalhar a imagem tendo um maior controle sobre o conteúdo.

 Agora, que essa história de ‘internauta’ é cafona…

Pesquisa muito interessante desenvolvida pela Brand Science Institute envolvendo projetos e ações de empresas européias nas redes sociais.. Pode-se dizer que não é um fenômeno local ou alguma peculiaridade cultural.

  • 81% das empresas não tem uma estratégia clara (isso é vero aqui tb!);
  • Corporações tendem a levar o dobro do tempo para adotar ações em comparação com as pequenas empresas (as pequenas aqui tb fazem muita barbeiragem…);
  • Somente 7% entendem a importância do relacionamento com o cliente/consumidor;
  • Somente 27% conhecem de maneira clara o seu cliente/consumidor (Achei um percentual muito baixo…);
  • Projetos em redes sociais são 3x mais controláveis (enfim, faz sentido, mas não nessa pesquisa…);
  • 73% devem ‘mostrar o dinheiro’ depois de 12 meses (Show me the money!);
  • 76% vêem que o departamento jurídico retarda um projeto em mídias sociais (Isso não só para redes sociais…);
  • 87% têm que corrigir suas expectativas em relação as redes sociais (Isso é normal, vai…);
  • 72% acham que mídia social deve ser um viral (???);
  • 68% nunca ouviram falar da regra 1-9-90 (What a f.. hell??? Todo mundo finge que sabe – http://www.90-9-1.com/ easy ;)
  • 84% comparam resultados de mídias sociais com métricas tradicionais (não pode ser copiado, mas sim correlacionado);
  • 76% não moderam corretamente as ações (é verdade, uma embananação danada, menos a Coca-Cola no FB);
  • Somente 7% entende o valor do social CRM;
  • 91% alocam orçamento de forma errada;
  • 37% acreditam que mídia social é uma questão de compra de mídia;
  • 53% foram traídos por ‘armadilhas geek’ (Esse eu gosto demais!!! Isso acontece demais e muito dinheiro é jogado no lixo);
  • 92% não têm conhecimento da sua dependência no Facebook;
  • 71% reservam caros investimentos para a parte tecnológica (esse é um típico pensamento que mídia social é tecnologia);
  • Somente 11% possuem um guia de uso nas suas redes sociais (Falta conhecimento para a turma e se não agem tb..);
  • 86% não têm a menor idéia de como lidar com a paródia/ironia envolvendo sua marca nas redes sociais (é inércia 1.0);
  • Somente 4% dividem sua experiência em redes sociais dentro da empresa;

Enfim, é lógico que temos que analisar que o consumidor europeu é culturalmente menos propenso a utilizar as redes sociais e as empresas são normalmente mais tradicionais em relação a esse assunto. Digo isso porque o europeu médio é avesso ao consumismo (e assim à publicidade) de uma forma geral, menos gregário socialmente falando e está muito mais envolvido com atividades como a leitura de livros e atividades outdoor digamos assim. Ainda não estudei o mercado europeu à fundo, mas acredito que as redes sociais devam ser utilizadas muito mais como hub de conteúdo/comportamento do que como uma forma de se comunicar com um milhão de pessoas (um comportamento muito mais latino derivado da cultura americana) – o europeu é mais reservado. De qualquer forma esse estudo apontou talvez um problema mais global, ou seja, preocupante quando vemos a Europa como sede de grandes empresas mundiais.

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A sua estratégia em mídias sociais está focada em construir a marca ou incrementar as vendas? Ou você está trabalhando as duas coisas juntas? 

Venho reparando que há no mercado uma grande pressa em relação as redes sociais. Parece que esse ‘novo’ marketing se trata de uma enorme competição, onde as empresas, fornecedores (agências, consultorias e institutos) e veículos (on e off line) estão competindo em uma enorme ‘Olimpíada Mercadológica’. Quem tem a estratégia social mais inteligente? Quem oferece o melhor serviço em relação a redes sociais? Quem internamente é o ‘sabe tudão’de novas tecnologias e novas formas de relacionamento?

Entretanto nessa corrida, as melhores perguntas deveriam ser: Você está correndo uma maratona ou 50 metros rasos? Ou as duas coisas (com os mesmos recursos) ao mesmo tempo?

O que eu quero dizer é que é necessário separar as táticas quando você pensa em marketing social. Uma estratégia envolvendo  aumento de vendas é de curto prazo e uma estratégia de engajamento de marca (social branding), de longo prazo.

Por exemplo, construir uma comunidade (2.0) envolvendo a marca se trata de uma estratégia envolvendo táticas de longo prazo. A Coca-Cola vem trabalhando esse brand equity nos últimos anos através da construção paulatina do significado da marca Coca-Cola – uma construção de um posicionamento nas redes sociais. Mas essa imagem não é construída ‘out of the blue’, pois a Coca-Cola sabe que um dos seus maiores ativos é a história da sua marca – por isso a imagem de felicidade, união (familiar) e refrescância (produto) formam a base de um engajamento social. Essa estratégia não reforça imediatamente as vendas, mas trabalha uma ‘posição’na cabeça do seu público de forma positiva e isso já vem acontecendo de geração em geração. A empresa entende que tecnologias e novas ferramentas surgem e desaparecem, mas a sua marca transcende.

Através de um processo contínuo, a Coca-Cola vem construindo a sua imagem principalmente através do Facebook, com a criação de uma comunidade que funciona como um hub – onde os seus consumidores (fãs) podem compartilhar a sua paixão pela marca com outras pessoas que possuem o mesmo sentimento, aumentando e muito o entusiasmo pela marca (http://www.facebook.com/cocacola) .

Muitas ações de marketing social são voltadas para a construção de imagem. Um outro exemplo é da Comcast (Operadora norte-americana de TV paga e banda larga), que criou o Comcast Cares (http://twitter.com/comcastcares) – uma iniciativa no Twitter que visa justamente reverter uma imagem negativa de descaso com o atendimento. Não se trata somente de SAC 2.0, mas sim de um trabalho envolvendo principalmente atenção ao consumidor, que é um problema mais que recorrente em se tratando de serviços de telecomunicação – isso não é endêmico.

Mas quando uma empresa está procurando um retorno imediato de vendas, ela precisa tirar outro tipo de ‘coelho da cartola’, lançando mão por exemplo de campanhas publicitárias mais disruptivas, como foi o caso recente do Old Spice, onde o Youtube (http://www.youtube.com/view_play_list?p=484F058C3EAF7FA6) serviu como base audiovisual e o Twitter como ferramenta de relacionamento (principais dúvidas sobre o produto e a campanha). Apesar de ter sido uma estratégia muito discutida pelo mercado mainstream, a campanha fez com que a receita de vendas dobrasse.

É claro que dobrar as vendas em um mês é resultado de uma campanha MUITO boa. Mas o que a Old Spice fará para manter essa situação ao longo do tempo? A marca possui uma página no Facebook  (apesar dos seus 800 mil fãs não serem nada em relação aos 10 milhões da Coca-Cola). Eles também possuem um blog, mas o último post foi feito em abril (o cara que atualizava o blog deve ter ficado full no Facebook e no Twitter…) – Provavelmente eles ainda estão inebriados com essa explosão de vendas e reconhecimento, mas eles devem começar a prestar mais atenção ao blog antes da poeira começar a baixar.

Existem ainda os famosos casos da Tecnisa no Brasil (vendas de imóveis online – não estou falando do Twitter, que foi tática publicitária) e Dell Outlet (Twitter ponta-de-estoque), onde ambas empresas conseguiram retornos imediatos através de ações sociais.

Voltando para as estratégias de longo prazo (branding), é preciso citar também a comunidade BeingGirl da P&G (para discutir assuntos ligados a adolescência feminina com a marca Always ao fundo), Starbucks (como uma extensão da sua cultura de PDV – que soa até frio falar assim) e o Club Penguin da Disney (na verdade comprada de forma inteligente pela Disney).

Obviamente essas são estratégias bem sucedidas, mas a maioria das empresas ainda tenta correr 50 metros rasos com atletas de maratona e vice-versa. São propósitos distintos, merecem  táticas distintas. O objetivo final deve ser convergente (e tendendo ao infinito), mas o tempo (real) nesses casos são completamente díspares, o que exige estratégias e táticas muito bem delineadas. É possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo? Sim, mas não com o mesmo atleta (não estou falando de pessoa).

Have you ever heard about transmedia? It is not exactly a new way how we interact with technologies, social media, gadgets, nor media convergence – Actually is older as our capacity, as human beings, to interact with each other through storytelling. Sure, we are talking about our inner communication skill since we had the necessity to perpetuate a content throughout time and distances. Of course the subject became more clear (and complicated) when we improved different vehicles and tools to share content in our history (specifically in the last century). The funny thing is that, despite the last century provided us with a huge amount of media possibilities, the industrial and trade revolution (beginning of the century) forged the concept of different things for different purposes – it is the legacy of ‘assembling line’ and ‘content ownership’ way of thinking. For instance, we still have the concept that content has to be completely different for television, radio, internet, newspaper, books, arts, theatre, cellphone, movies, magazines, internet and so on. We are still watching this media as separated stuffs – In fact we still think that this vehicles are ‘fighting’ for audience slices with each other. The truth is that people are discovering that media outlets can ‘work’ more efficiently when combined – especially when we have a huge quantity of information with a lot of ways to disclose it.

 

Henry Jenkins is a professor of Communication, Journalism, and Cinematic Arts, a joint professorship at the USC . He is also author of several books, including Convergence Culture: Where Old and New Media Collide, Textual Poachers: Television Fans and Participatory Culture and What Made Pistachio Nuts. Jenkins coined the term ‘TRANSMEDIA’ to explain how an array of platforms can be used to enrich media’s impact on the public.

Here is a good article from Los Angeles Times:

The benches refer to advertisements for “District 9″ placed at bus stops nationwide, with the tag line “Bus bench for humans only,” playing on the science-fiction film’s apartheid allegory. Jenkins argues that the benches are also examples of “transmedia storytelling,” the topic of the course and a reason why the media scholar moved to USC after a high-profile run at the Massachusetts Institute of Technology.

“I spent the first 20 years of my academic life at MIT in the midst of the digital revolution, and I thought it would be fascinating to spend the second 20 years in Hollywood, observing the other side of the equation,” he says. Jenkins — officially the provost’s professor of communication, journalism and cinematic arts — researches how audiences engage with media through the Internet, fan fiction and video games. In books such as “Textual Poachers” and “Convergence Culture,” he delves into various audience subcultures, from heated online forums that try to predict the winner of “Survivor” to “slash fiction” stories that interpret “Star Trek” characters as bisexuals. He is writing a book on “spreadable media,” touching on phenomena like Susan Boyle and Twitter as a protest tool in Iran.

Larry Gross, director of the school of communication at USC, who helped recruit Jenkins, says that media studies scholars often have “a kind of contempt for the audience.” Jenkins, Gross adds, “is someone who views the audience as active participants and creative participants, who don’t simply accept what is happening to them.”

Audiences are especially active in what Jenkins dubs “transmedia” storytelling, in which a story spans multiple media in a coordinated way. In the traditional Hollywood model, the novelization, video game or website simply restates the characters or the plot of a film or a TV show. In transmedia stories, the creators of the entertainment will use those extensions to, say, fill in the gaps in a narrative or look at events from a minor character’s point of view — all of which combine into one big story that audiences have to piece together. “It appeals to the hunting-and-gathering impulses of fans,” Jenkins says. For instance, “District 9″ has online documentaries, websites for fake alien-rights organizations and, yes, benches, all of which help drive home the human-alien divide in the film’s fictional Johannesburg. “Those benches are designed to shape our experience of the film,” Jenkins says. “They’re not just designed to get us into the theater.”

Transmedia has its antecedents in the serialized fiction of Charles Dickens and the interlocking characters and locations of William Faulkner’s fictional Yoknapatawpha County. Superheroes like Superman, created in the 1930s, came closer, appearing in comic books, radio and live-action serials but without coordination from a central creative force.

Jenkins coined the term around the time of “The Blair Witch Project,” which used fake online documentary footage to market the movie. Nowadays, unveiling a story through multiple media is a common practice, ranging from TV series such as “Flash Forward” and “Melrose Place” to the campaign of Barack Obama.

CBS’ “Ghost Whisperer” has fueled a following through comic books, online games and Web series such as “The Other Side,” which looks at the world of the show from the ghost’s perspective. “We let those offshoots give the audience their own personal experience,” says Kim Moses, an executive producer of the show, who spoke to Jenkins’ class. “Had we not done all this stuff, that show would not make it to the fifth year.”

A seminal transmedia moment for Jenkins came in a scene in “The Matrix Reloaded,” when “The Kid” has a conversation with Neo (Keanu Reeves) that is rather cryptic — unless you’ve seen the Kid introduced in “The Animatrix,” a series of animated shorts.

Jenkins acknowledges that transmedia has its challenges. Does it exclude moviegoers who just want their films to begin when they enter the multiplex and end two hours later? What if some people watch the TV show first and the webisode second, when the reverse would be much more gratifying? And can the satisfaction of piecing together these bits of storytelling ever measure up to the simple pleasure of watching the hero defeat the bad guys? “It may be that you try some interesting stuff,” Jenkins says, “but at the end of the day, our grandest ambitions aren’t going to be realizable.”

http://bit.ly/dqJ5HJ

Gostaria de fazer um novo post sobre estratégias políticas em redes sociais, principalmente porque venho acompanhando alguns perfis de candidatos (basicamente Twitter e Blog) e não pude deixar de observar alguns alguns erros em relação ao conteúdo, ou seja, ao que os cadidatos estão fazendo nessa fase de prospecção de votos.

No post do dia 28/01/2010 (http://bit.ly/dyntw2) aponto um passo-a-passo básico para quem tivesse a intenção de entender melhor uma configuração de estratégia política nas redes sociais. Para muitos ainda é um mistério, mas assim como no mundo corporativo, já encontramos algumas estratégias interessantes.

Entretanto não pude deixar de observar alguns deslizes, principalmente no tocante a concepção de conteúdo em um ambiente 2.0. Não se trata de grandes erros, mas sim de uma inércia de comunicação oriunda de tempos 1.0, onde a comunicação sempre se deu em uma única via.

Dentre os erros, posso destacar:

1)      Há candidatos que simplesmente colam notícias de jornais online (principalmente O Globo e Correio Braziliense). Nada contra, mas não é aconselhável o candidato trabalhar 80% dos seu conteúdo (posts e tweets) com copy and paste de conteúdo jornalístico. Principalmente quando o candidato tem a chance de tecer algum comentário em uma base (como blogs, Youtube ou Flickr)

2)      Há pouca integração entre uma ‘base’ de conteúdo (texto e audiovisual). Como havia descrito – o Twitter por si só não funciona tão bem assim sozinho. Essa mídia funciona melhor como um catalisador de conteúdo ao redor de ‘satélites’ ou bases de conteúdo.

3)      O relacionamento ainda é raro. Nesse caso, estabelecer um relacionamento via Twitter é uma condição elementar para o engajamento, e sem esse, não há sentido em trabalhar uma estratégia social.

4)      O Twitter com fundo (imagem) de santinho. O Twitter não precisa ser necessariamente a sua janela eleitoral, com imagem da sua logo, cores do partido, número do candidato MEGA visível. Essa mídia é uma ponte entre o seu mundo profissional (político) e o seu mundo pessoal – sei que é difícil para muitos, mas o Twitter deve ser ‘meio aliche, meio calabreza’. Depois que as eleicões terminarem, ganhando ou perdendo, essa é a ponte entre o candidato e o seu eleitorado seguidor. Não seja 100% ganhador ou 100% perdedor: Você é uma pessoa antes de ser um profissional e sendo uma pessoa reconhecida (e interessante), pessoas continuarão a te seguir.

5)      Assim como o candidato deve equilibrar o profissional e o pessoal, ele deve também equilibrar o conservador e o liberal. Só porque é uma rede social o candidato não pode se colocar como um adolescente – mesmo seu o seu posicionamento for jovem. Da mesma forma, ser conservador demais fará com que você se transforme numa mala. Não se esqueça que o Twitter tem um configuração mais jovem (20 a 35 anos), mas você, enquanto candidato, deve ter uma postura mais madura.

6) As mídias sociais são realmente ‘canais’ mais jovens, mas nunca se esqueça que Barak Obama conseguiu arregimentar formadores de opinião (cabos eleitorais) em redutos tipicamente conservadores através de estratégias muito bem desenhadas.

7)      Há pouco conhecimento da opinião das pessoas (imagem percebida) em relação ao candidato. Pode ser que ainda pouca gente fale do candidato, mas isso não significa que não exista uma imagem (e nem que há uma demanda para construção de imagem). Comece com uma busca simples (orgânica) no Google. Passe para os blogs (Blog search do Google), corra o search do Twitter, search do Facebook, fóruns, comunidades do Orkut. Não se preocupe com o volume de informações – vá lendo e separando o joio do trigo, de acordo com os seus objetivos. Não há muito mistério: Muita empresa de monitoração que afirma ter uma caixa-preta de busca automática em redes sociais faz uma indexação manual de depoimentos. O automático é muito bacana para relativizar o volume total de depoimentos, mas gera MUITO lixo e um trabalho maior ainda de leitura e indexação  – ainda não criaram uma inteligência artificial melhor que a humana. Você, como candidato, pode trabalhar um considerável volume de depoimentos com uma amostra – isto tendo pouco ou muito boca-a-boca.

Como afirmo no primeiro post, o trabalho envolvendo mídias sociais deve acontecer aos poucos, de forma gradual, com inteligência estratégica. Só que tudo depende do produto (o candidato) e do serviço (os dois poderes públicos envolvidos). Portanto não é um trabalho que termina no dia da eleição – é um processo contínuo, assim como acontece no mundo corporativo (pré e pós-compra).

Ah, candidato, nunca é tarde para começar. Vá aos poucos e nunca deixe de se divertir aprendendo – E NUNCA se esqueça: Traga sempre benefícios.

Are you going local or global on Facebook?

“We have spotted a trend in recent times on Facebook. The largest companies are going local on Facebook. If you look closer to these relevant pages, going local really is a big deal. For example if you look at Starbucks: Starbucks has 11 million fans globally, and over 1 million regional fans. The engagement rate of these local pages (by our Fan Page Analyzer), is 3 times higher than in the global page.

We can see many examples of this all over the world. Some of the most important companies are very serious about their local customers so that they are trying to interact with them more personally via local pages on Facebook. Many restaurant chains across the world have a large amount of local pages. Legendary Starbucks is set to be a great example of that. In each country this company has its own special fan page dedicated to customer’s beloved products.

Local businesses are also more favorite in eyes of customers than global ones. Global fan pages usually post generic news in which few are interested. Another fine example may be the world’s largest restaurant chain named McDonald’s. Wherever you go you run upon McDonald’s and it also has many local pages on Facebook that are glorifying their products and fans like it a lot!

“Go global” should is normal for all global brand companies, but on the other hand local pages are more interesting to all of us. Local fan pages also have a great potential to bring more relevant local information and content in order for fans to interact more often than through global pages. Customers love up-to-date interesting updates about their favorite brand – and when it is in their city, it’s even better.

Of course you can try posting local regional updates through your global fan page, similar to what RED BULL does, but we have seen that the efficiency is much lower, especially since Facebook gives a smaller rank to these pages if they post too often (regardless if this is actually regionally targeted information).

Many customers would rather go to the local page than go to the global one because they see the global pages as a corporate site and they think that companies have no interest in them. On Facebook every company should act as local and personal as possible.”

http://bit.ly/9QQkwA

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