Bom, primeiramente gostaria de pedir desculpas para minha parca e cativa audiência (quantidade não é qualidade!) – Faz um tempo que não posto (feio isso!) nada no Media Design. Continuo acompanhando o mercado e para falar a verdade não tenho visto algo tão disruptivo que tenha me chamado a atenção nos últimos tempos. Vejo que há uma acomodação natural e que muitas notícias são variações sobre os mesmos temas… É sério, principalmente quando falamos de redes sociais: O Facebook cresceu (sobe a curva), o Twitter muda a interface (claro, a interface é condição comercial básica e eles vêem perdendo espaço para diversos aplicativos de terceiros), o Foursquare (serviço satélite) é ameaçado pelo Facebook, mas mesmo o FS ainda é muito de nicho (que nichão, hein?!), o Google tenta emplacar o Buzz, mas sem sucesso…. Enfim, o mundo girou algumas vezes e ouvimos o mesmo papo de sempre.
Que tal falarmos sobre a mesma coisa também? Perfect! Vamos falar sobre estratégias corporativas envolvendo redes sociais (ah, depois vou disponibilizar uma pesquisa sobre vídeos online que acabou de sair do forno, mas calma…). Quando digo falar sobre a mesma coisa, prefiro dizer ‘ver as coisas com mais objetividade nesse período de poeira baixando’. Não é chover no molhado, pois assim criaríamos mais lama nesse ambiente em ebulição. Vou tentar, para variar, ser bem objetivo – A vantagem é que posso voltar e completar algo que tenha me passado, mas vamos lá:
ESTRATÉGIAS CORPORATIVAS ENVOLVENDO REDES SOCIAIS
Olha o mesmo trololó: Temos basicamente (mega resumido) duas características das redes socias – A primeira é a capacidade de difusão de mensagem/conteúdo com ampla cobertura (Yes!!!) e a segunda é a capacidade de convergência comportamental em ambientes 2.0. Veja bem, ambas as características dentro do conceito de construção/adequação contínua de conteúdo (o beta eterno da Web 2.0).
1) A capacidade de difusão é quando uma pessoa escreve determinado conteúdo no Twitter, disponibiliza um vídeo no Youtube, coloca uma apresentação no Slideshare, etc., e esse, dependendo do contexto e principalmente do mérito o conteúdo pode se espalhar de forma rápida e alcançar um grande público. Até aí nenhuma novidade.
2) Já a capacidade de convergência comportamental é quando pessoas com a mesma afinidade se juntam em redes e assim trocam experiências, informações, dúvidas, etc. É o famoso hub (puramente psicográfico).
Veja que estamos separando concepções, pois esses comportamentos muitas vezes encontram pontos de tangência nos serviços (isso é uma tendência, mas ainda está falho). Entretanto já temos um desenho bem interessante das redes sociais, onde vamos perceber que cada serviço está mais de acordo com um desses propósitos (ou parte):
1) Twitter: É um catalisador de informação 100% difusor. É aberto e flexível em sua concepção – até por isso cresceu de forma absurda. Esse primeiro movimento de expansão (como um big-bang) começa a mostrar fraqueza (comercial), por isso agora começa a surgir o movimento de retorno através da nova interface (as galáxias-apps estão ganhando muita vida própria e isso não é interessante $$$) – O Twitter começa a voltar ao seu centro agora. E como catalisador, o serviço é altamente dependente de outras bases (só com ‘papo’ ele não se sustenta no tempo – há controvérsias nesse campo). Mas o Twitter é a ferramenta perfeita para a difusão de conteúdo, seja texto ou audiovisual.
2) Youtube, Flickr, Slideshare, Wikis: São difusores ‘passivos’. São novamente abertas e muitas vezes flexíveis. Funcionam como bases de conteúdo aberto, mas dependem de outros serviços para serem difundidos: e-mail, instant messenger, blogs, sites, Twitter,Orkut, Facebook, etc. Obviamente têm cobertura pois se destacaram (posicionamento) em meio a serviços similares.
3) Blogs: São difusores passivos e ativos. São ao mesmo tempo base de conteúdo sendo links e difusores (em menor proporção) principalmente devido aos feeds de assinatura. Não são estáticos (até por estar em uma rede – a blogosfera), mas estão inseridos em um ambiente ultra-segmentado. Dependem essencialmente do conteúdo e seriam um orgulho para Darwin se ele estivesse vivo: Adaptação e evolução são suas condições.
4) Orkut, Facebook e MySpace – São redes de relacionamento mais fechadas, de certa forma difusores, mas são difusores ‘in vitro’. O Orkut é um exemplo perfeito de rede baseada em convergência de comportamento. Pare para pensar que as comunidades do Orkut foram uma das razões porque você começou a adotar mais a rede: Você encontrou amigos da escola, da sua comunidade e depois passou a conhecer pessoas que tinham as mesmas afinidades que você (time, entretenimento, comportamento, consumo, etc.). Já o Facebook é mais fechado, com muita limitação em relação às afinidades (comunidades) – O Facebook é na verdade um grande (e belo) scrap do Orkut, uma visão menos gregária de uma rede social, uma coleção de amigos (face book). O MySpace também é mais hub e acabou sendo direcionado (acomodado) para o mercado fonográfico (encontrou o seu nicho na verdade).
5) Os fóruns – São exemplos 100% voltados para a convergência comportamental. São menos flexíveis e mais fechadas (as mais convergentes exigem cadastro). Para convergir em um ambiente é necessário que o serviço seja mais restrito, menos flexível – não que isso seja ruim, são características de origem nas sociedades/comunidades fechadas (Maçonaria, por exemplo), onde a existência depende da coesão de propósitos (aí é sociologia…). Por isso, para fazer sentido não é interessante a dispersão. Há fóruns abertos, como o Yahoo Answers e até o Formspring, mas o apelo é mais ‘Google’ digamos assim.
6) Comentários de notícia – De certa forma são hubs por ser comentário de notícia – passivos da notícia e ponto.
COMO DESENHAR UMA ESTRATÉGIA CORPORATIVA:
Você pode trabalhar principalmente a difusão de conteúdo, observando de perto os hubs, mas principalmente entendendo o engajamento gerado. CRM é mais que SAC. Contato de redirecionbamento é muito importante pois trazer para o seu ambiente é a estratégia. O desenho abaixo é genérico (mais B2C obviamente), levando-se em consideração uma atuação bem ampla:
Lógico que é sempre necessária uma adaptação ao negócio. Esse desenho é uma estrutura genérica (talvez mais aplicável a vendas online), mas o ponto que destaco é que não se deve desfocar as ações nas redes sociais. Temos que pensar a característica de cada serviço e como esse pode integrar o mix de marketing. Um blog corporativo NÃO É REGRA (só consideração). Temos muitas outras ações on e offline também – mas a espiral deve ser respeitada (Pense em uma teia de aranha) >>> Convergindo para os objetivos de curto, médio e longo prazos.
Zé Finí!


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