Acabou de sair do forno um estudo desenvolvido pelo Instituto QualiBest em parceria com o Grupo Havas, HSM e Globosat. Ainda não tenho um link para essa matéria – que vai sair nos próximos dias no portal HSM.

 A pesquisa foi feita com uma amostra de 1.286 pessoas de diferentes classes sociais do dia 03 a 09/06/2010 – usuários de internet.

O consumo de vídeos online vem crescendo no Brasil em uma proporção maior que o crescimento do acesso a internet, ou seja, as pessoas estão descobrindo o vídeo online como uma forma de entretenimento além do consumo normal (através de mídias convencionais, como a TV e locação). Outro ponto muito importante é que não há necessariamente um conflito entre o consumo de mídia online e mídias convencionais – na verdade o primeiro completa o segundo. O estudo é recheado de dados importantes, mas alguns saltam mais aos olhos:

  • 62,7% do público acessa sites de vídeo (São 310 milhões de visitas/mês à sites de vídeo)
  • 3 bilhões de minutos gastos em sites de vídeo.
  • 9,6 min é o tempo médio de visita em sites de vídeo.
  • Locais de acesso (RM): Casa – 93%; Trabalho – 40% (olha o pessoal morcegando aí!); Escola/Faculdade – 21%; Casa do amigo – 20%; Lan House – 16%; Celular – 13%, Locais públicos – 6%.
  • De junho de 2009 a junho de 2010 houve um crescimento de quase 40% no número de usuários únicos na categoria multimedia.

 Indo um pouco mais à fundo, observamos as seguintes atividades relacionadas a vídeo online nos últimos 6 meses (RM em %):

 Quando esprememos mais a amostra, sai tb esse suco em relação ao conteúdo (RM):

 Outros dados são muito interessantes, como os demográficos por exemplo. Também tem o fato do consumo não ser tão diferente durante a semana e no final de semana – diferenciando obviamente o local de acesso. Em resposta única (RU) os vídeos foram acessados por direcionamento (redes sociais, artigo ou propaganda) – 23%, indicação de outras pessoas  – 22%, ou ‘já sabia da existência do vídeo’ – 22%, ao acaso enquanto navegava – 18%, ao acaso enquanto assistia outro vídeo – 12% e outros – 4%.

 Enfim, tem muito dado interessante, como a lembrança comercial – que ainda é baixa, com pouca associação às marcas, o que na minha opinião reflete uma falta de adaptação publicitária ao ambiente de vídeos online (normalmente é uma réplica do comercial 30” de TV, o que pode enfraquecer a idéia do público em relação a mídia que foi veiculada).

Assista também a entrevista que o meu colega (e amigo) Fábio Gomes apresentou no fórum HSM. Nota: É uma das pessoas mais inteligentes que conheci na minha carreira. http://youtu.be/ej7mE4hbgoo e http://youtu.be/rBAIxVE0_dk

É muito importante salientar que o mercado brasileiro de vídeos online ainda não está consolidado pelo fato da internet ainda não ter uma penetração considerável (41,7% segundo o último estudo focado do IBGE de 2009). Portanto ainda vamos assistir uma acomodação/adaptação do consumo em diferentes classes e faixas etárias. Enquanto isso o mercado vai reconhecendo os caminhos que vão sendo adotados pelo público, ao mesmo tempo em que a inércia 1.0 vai perdendo sua força ao longo do tempo.